Por Vinay Gandhi Billapati , ex-presidente do Rotary Club de Visakhapatnam, Índia.

Quando entrei para o Rotary Club de Visakhapatnam, em 2019, eu tinha 31 anos. Algumas pessoas me avisaram que o clube era muito “sênior”. A idade média ficava em torno de 65 anos, e me disseram que os associados eram antiquados, excessivamente focados em regras e resistentes a mudanças.

No entanto, meu pai — rotariano desde 1987 — tinha uma confiança inabalável no clube e me incentivou a participar. Ele me garantiu que, com o tempo, eu entenderia sua verdadeira força.

Hoje, seis anos e meio depois, posso relatar o quanto estou satisfeito com a vasta experiência que adquiri neste clube. É verdade que a média da idade dos associados é de cerca de 65 anos. Mas isso significa uma média de mais de 40 anos de serviços humanitários. Esses não são pontos negativos; pelo contrário, são o maior trunfo do clube.

Sempre que um associado propõe um projeto, ele é analisado por muitas mentes experientes que fazem inúmeras perguntas:

  • Como você identificou essa necessidade?
  • Você visitou pessoalmente o local a ser beneficiado?
  • Quem são os beneficiários e qual é o histórico deles?
  • Por que o governo não consegue atender a essa necessidade?
  • Por que o Rotary deveria intervir?
  • Qual é o orçamento e a fonte de financiamento?
  • O projeto será sustentável em longo prazo?

As respostas a essas perguntas revelam o nível de preparação e confiança do proponente — um processo que contribui significativamente para o sucesso dos nossos projetos.

O que mais admiro nos nossos associados mais experientes é a sua abordagem. Eles fazem perguntas, ouvem com paciência, permitem que o proponente explique e, quando as respostas são convincentes, aprovam prontamente. Se acham que algo não é viável, dizem isso abertamente. No entanto, se um associado ainda assim desejar prosseguir com o projeto usando recursos pessoais, sem verbas do clube, não há objeção.

Já vi vários casos em que projetos foram iniciados ignorando os conselhos de rotarianos experientes e, apesar das melhores intenções e de muito esforço, acabaram fracassando. A experiência, como se vê, é uma professora silenciosa.

Embora alguns de nossos associados mais experientes tenham menos condições de viajar até os locais beneficiados, o que lhes falta é compensado por sua capacidade de avaliar a viabilidade, a sustentabilidade e o impacto em longo prazo — muitas vezes com mais precisão do que imaginamos.

Quando um projeto é realmente viável e sustentável, o financiamento raramente é um problema. Nossos rotarianos experientes se prontificam, mobilizam recursos, providenciam fundos e garantem que os projetos sejam concluídos dentro do prazo.

Quando os companheiros do clube questionam um presidente se as reuniões não começam na hora, se há atrasos em projetos ou desvios da pauta definida pelo conselho diretor, essas não são perguntas irrelevantes. Elas são cruciais para o bom funcionamento e o sucesso de qualquer Rotary Club. E estão perfeitamente alinhadas com a Prova Quádrupla. Nosso clube pratica esses princípios diariamente, de maneira prática e significativa. Acredito que esse seja o motivo de seu sucesso contínuo nos últimos 83 anos.

Independentemente de quem seja o presidente, nosso quadro associativo continua crescendo de forma constante. Realizamos projetos impactantes em todas as Avenidas de Serviços, alinhados às sete áreas de enfoque. Contribuímos significativamente para a  Fundação Rotária todos os anos. E já temos líderes comprometidos definidos para os próximos três anos.

Sinto-me verdadeiramente feliz e realizado por fazer parte de um clube enriquecido por rotarianos experientes que nos guiam com sabedoria, clareza e comprometimento. Gostaria de encorajar as pessoas a não descartarem imediatamente clubes com um grande número de associados experientes. Eles são um ponto muito forte e podem ser essenciais a qualquer Rotary Club que esteja buscando crescer, servir e se manter.