Com tecnologia de ponta, impacto social e investimento superior a US$ 80 mil, o projeto fortalece o cuidado neonatal e promove saúde sustentável no Rio Grande do Sul

A imprensa nacional noticiou um dado alarmante nos últimos dias: os estoques de leite materno cobrem apenas 60% da demanda e as doações caem ainda mais durante o inverno. Neste Agosto Dourado, mês de conscientização sobre a amamentação, o Rotary reforça a importância de salvar vidas por meio do aleitamento materno.

Todos os dias, bebês prematuros enfrentam um desafio invisível: a falta de leite materno para garantir sua sobrevivência. Em Caxias do Sul (RS), uma iniciativa transformadora está mudando essa realidade. Com o apoio de clubes parceiros do Brasil e do exterior e da Fundação Rotária, o Rotary instalou, recentemente, um Banco de Leite Humano (BLH) no Hospital Geral, beneficiando diretamente 49 municípios da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (unidade administrativa do Sistema Único de Saúde – SUS no estado) e mais de 1,2 milhão de habitantes.

A implantação de um Banco de Leite Humano no Hospital Geral é estratégica e essencial para a saúde neonatal da região. Este serviço é fundamental, principalmente, para o cuidado de recém-nascidos prematuros, que apresentam necessidades nutricionais específicas e demandam suporte altamente qualificado nos primeiros dias de vida. O banco possibilita a coleta, processamento e distribuição do leite materno de forma segura, garantindo alimentação reconhecida mundialmente como “alimento ouro” para o desenvolvimento e sobrevivência dos prematuros. A presença deste serviço representa um avanço assistencial e um compromisso com a vida e a qualidade do cuidado neonatal.

Mortalidade

O projeto, que envolve investimento estratégico em tecnologia de ponta e capacitação profissional, permite a coleta, análise, processamento e distribuição segura do leite humano, essencial para reduzir a mortalidade neonatal e complicações decorrentes da prematuridade. A iniciativa segue as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que apontam a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses como uma das estratégias mais eficazes para salvar vidas — podendo evitar a morte de 823 mil crianças por ano no mundo. De acordo com a OMS e a UNICEF, o aleitamento materno reduz em até 22% o risco de mortalidade neonatal.

“Esse banco de leite é muito mais do que um espaço físico. É um compromisso com a vida, com a dignidade das famílias e com o futuro da nossa comunidade. Investir em saúde materno-infantil é investir em desenvolvimento humano sustentável”, destaca Nelço Tesser, associado do Rotary e um dos líderes do projeto.

Além de cumprir a área de enfoque “Saúde Materna e Infantil” do Rotary, a iniciativa dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e o ODS 17 (Parcerias para os Objetivos), reforçando a importância da cooperação para resultados de impacto.

“Este projeto mostra que quando sociedade civil, hospitais e organizações globais se unem, a esperança se multiplica. Cada litro de leite doado representa mais dias de vida, mais sorrisos e mais histórias que poderão ser contadas”, completa Tesser.

Com investimento superior a US$ 80 mil, viabilizado pelo Fundo Mundial do Rotary (World Fund) e clubes parceiros, o projeto demonstra como o voluntariado organizado pode transformar realidades com impacto sustentável, escalável e mensurável. A inauguração contou com a presença de autoridades regionais, parceiros, profissionais de saúde e líderes da organização internacional.

Para quem é da região e deseja contribuir: sua doação pode transformar essa realidade e garantir que nenhum bebê fique sem leite humano no momento mais crítico da vida. Informações estão disponíveis no site do Hospital, com telefone e e-mail para suporte. Lactantes doadoras podem se cadastrar comparecendo presencialmente ao hospital com documento de identificação e carteira de gestante.

Dados (baseado em números do Hospital Geral):

  • Taxa de prematuros (2024): 71,02%
  • Taxa de mortalidade neonatal (2024): 3,22%
  • Taxa de mortalidade infantil (2024): 5,31%

Escala do problema:

  • Nascimentos em 2024 no Hospital Geral: 1.823
  • Bebês prematuros: 71,02%

Campanhas contínuas são realizadas, incluindo programas de TV e ações em parceria com o setor de Marketing da instituição de saúde, com informativos semanais sobre o Banco de Leite. Os voluntários do Rotary também auxiliam na divulgação do Banco de Leite.

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