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Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade (Declaração Universal dos Direitos Humanos – art. 1º.).
Por Logan Johnson, especialista em engajamento, Departamento de Intercâmbio de Jovens e Proteção aos Jovens do Rotary International

Em 2025, o Intercâmbio de Jovens celebra 50 anos de existência como um dos programas pró-juventude oficiais do Rotary International. Associados do Rotary, voluntários e ex-intercambistas do mundo inteiro têm motivos de sobra para se orgulharem dos últimos 50 anos, pois o programa cresceu e se tornou um exemplo de serviços rotários. O Intercâmbio de Jovens não seria possível sem a colaboração dos voluntários – de dentro e de fora do Rotary.
Mas, quantos voluntários são necessários para administrar o Intercâmbio de Jovens? E que tipo de voluntários precisamos para que os intercâmbios aconteçam com segurança e sucesso? Vamos responder a essas duas perguntas e mostrar a escala do enorme esforço de milhares de voluntários anualmente.
Os dados estatísticos a seguir foram compilados com base nas informações recebidas dos distritos desde 2018. Há uma lacuna referente aos anos rotários de 2020-21 e 2021-22, pois nenhum dado foi coletado no auge da pandemia de covid-19.
Os voluntários impulsionam o sucesso
São necessários 25.000 voluntários por ano para que os intercâmbios aconteçam. Cerca de 14.000 são associados de Rotary ou Rotaract Clubs, e os outros 11.000 não são.
O sucesso do programa depende da dedicação dos voluntários, sejam eles associados do Rotary ou não. Ao longo dos anos tem havido um equilíbrio entre esses dois grupos. Em média, 56% dos voluntários são associados, e 44% não são. Essa base diversificada de voluntários produz experiências ricas em culturas e ideias, beneficiando os estudantes e as comunidades.
Os voluntários são essenciais ao programa Intercâmbio de Jovens, servindo como conselheiros, professores de idiomas e facilitadores.
“Trabalho é o que não falta”, afirma Sabrina Barreto, conselheira de estudantes do Intercâmbio de Jovens no Distrito 4500 (Brasil). “Há relacionamentos a serem formados com clubes, famílias e outros distritos. Você não precisa trabalhar diretamente com os adolescentes. Enfim, há sempre algo para todos.”
O papel dos associados é vital
Rotaractianos, rotarianos e seus distritos mantêm a segurança e eficácia do programa localmente, sendo que uma média de 4.755 clubes em distritos certificados realizam intercâmbios todos os anos.
Líderes de clubes e distritos desempenham papéis diferentes, mas igualmente importantes, na facilitação e condução de procedimentos administrativos e de segurança complexos. Cada distrito opera seu programa de maneira um pouco diferente dos outros. Alguns se agrupam no que chamamos de grupos multidistritais para garantir uma experiência mais coesa e solidária aos voluntários da região. Os líderes dos clubes supervisionam a seleção e orientação dos estudantes e o recrutamento e preparação das famílias anfitriãs. Nossos associados trabalham incansavelmente para criar experiências seguras e enriquecedoras, das quais os intercambistas se lembrarão com carinho por muitos anos após o término da experiência no exterior.
A governadora Jenn Wong, da Nova Zelândia, fala da sua experiência no ano passado.
“Fui coordenadora do programa Intercâmbio de Jovens do meu distrito por mais de sete anos e isso mudou minha vida. A transformação não aconteceu apenas comigo, mas também com o meu marido, nossos familiares e amigos. O efeito cascata do trabalho com os jovens foi além do que imaginávamos.”

As famílias anfitriãs aumentam a conexão
Anualmente, mais de 7.000 famílias anfitriãs sem afiliação ao Rotary e cerca de 4.500 famílias com um dos seus membros sendo associado do Rotary hospedam intercambistas.
As famílias anfitriãs são a espinha dorsal do Intercâmbio de Jovens, hospedando os intercambistas e oferecendo a eles uma experiência única de imersão cultural. Vale notar que o programa conta com um número considerável de famílias anfitriãs em que nenhum dos seus integrantes seja associado do Rotary. Nos últimos anos, 61% das famílias anfitriãs não tinham afiliação com o Rotary, ao passo que 39% tinham ao menos um dos seus membros como associado do Rotary. Essa combinação enriquece o programa, dando aos estudantes a chance de conhecer perspectivas e estilos de vida diferentes.
Aqueles que hospedam intercambistas dedicam tempo e compartilham seu espaço com eles. Muitas vezes, isso é visto como um pequeno sacrifício em troca das lembranças inesquecíveis da experiência que guardarão consigo.
“O que mais me surpreendeu foi como, embora eu não fosse parte da família deles, fazíamos tudo como uma verdadeira família”, ressalta o ex-intercambista George French.
Para muitos associados, o Intercâmbio de Jovens é um aspecto marcante da sua jornada rotária. Para não associados, servir como família anfitriã ou em outras funções é um privilégio e oportunidade de contribuir à paz e compreensão mundial. São os voluntários que tornam o Intercâmbio de Jovens possível.
Ao celebrarmos os 50 anos do programa, é importante prestarmos reconhecimento aos inúmeros voluntários que contribuíram para o alcance deste marco. A dedicação e trabalho deles moldaram um programa que continua causando impacto positivo em milhares de estudantes e voluntários, e construindo pontes entre culturas.
O Rotary Club Itapema, filiado ao Rotary Club Internacional, foi fundado em 01 de outubro de 1.988, tem sua sede na Rua 406-B, 722, no bairro Morretes, na cidade de Itapema, Estado de Santa Catarina.