Larson aprecia a paisagem nas Hébridas, Escócia.

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Por Leigh Larson, Rotary Club de Great Falls, Montana, EUA

Quando consegui ingressos para ver Taylor Swift em Edimburgo com minha prima, em junho de 2024, planejei conhecer Edimburgo e Londres e depois voltar para casa, em Montana. Mas um dos benefícios de ser membro do Rotary é que o mundo fica menor graças às conexões que compartilhamos com associados de todo o planeta.

Quando me mudei para Montana, em 2022, eu era nova na cidade, dona de um negócio de web e design gráfico, e estava me recuperando de um divórcio. Tinha ouvido falar da base militar em Great Falls por colegas durante meu serviço no Corpo de Capelães da Reserva da Força Aérea dos EUA, em Denver, Colorado. Também havia trabalhado com o Rotary Club da minha cidade natal, Fort Worth, Texas, durante um estágio após a faculdade. Eu esperava que o Rotary pudesse ser a resposta para aquela sensação avassaladora de me mudar para um lugar novo – e foi.

Os rotarianos de Great Falls ficaram felizes em me colocar para trabalhar como “guru da tecnologia” do clube. Tive a oportunidade de criar o slideshow das reuniões e os gráficos das redes sociais e incentivei o clube a trocar um laptop pesado e lento por um iPad leve e prático. Ao participar das reuniões de diretoria e dos almoços, aprendi mais sobre o Rotary e seu alcance global. Nossa presidente participou da Convenção Internacional do Rotary, em Singapura, e voltou com histórias inspiradoras sobre projetos realizados por clubes no mundo todo.

Cerca de uma semana antes de embarcar para Edimburgo, coberta de glitter e lantejoulas (traje adequado para um show da Taylor Swift), enviei e-mails para os Rotary Clubs de St. Andrews e Oban perguntando se poderia participar da próxima reunião deles. O clube de St. Andrews me convidou para seu torneio de golfe e o de Oban me recebeu para um almoço na terça-feira seguinte.

Caminhei pela chuva e pela neblina até a sede do St. Andrews Golf Course, nervosa sobre o que esperar. Não havia motivo para preocupação. Os dirigentes do clube me deram um tour pelo local, contaram histórias sobre eventos e campanhas marcantes e até me convidaram para caminhar pelo campo e tirar fotos — o que deixou meu pai, em casa, bastante invejoso. Trocamos flâmulas com o histórico Old Course ao fundo.

Larson com associados do Rotary Club de St. Andrews.

Os rotarianos de St. Andrews valorizaram o fato de que alguém de uma pequena cidade de Montana tivesse reservado um tempo para conhecer o clube e sua história — mesmo sendo uma fã da Taylor Swift com glitter na roupa. Os membros de St. Andrews são orgulhosos e formais, mas calorosos e receptivos. A história do campo e do clube é incrível. Recomendo a qualquer rotariano considerar participar do torneio anual de golfe beneficente deles.

Alguns dias depois, peguei um trem para o outro lado da Escócia, atravessando as Highlands até a cidade de Oban, nas Hébridas. Enquanto St. Andrews é formal e prestigiada, Oban é descontraída e acolhedora. De lá, é possível ver a Ilha de Mull e focas brincando na marina. Os rotarianos de Oban não perderam tempo em brincar com meu sotaque americano e se divertiram vendo minha expressão confusa quando não entendia o sotaque escocês carregado deles. Mas, antes mesmo do fim do almoço, eu já estava devolvendo as piadas na mesma moeda.

Adorei conhecer a presidente do clube, uma ex-chefe de polícia. Ela me convidou a falar sobre o meu clube e nosso principal projeto de arrecadação: acampamentos de verão para crianças carentes no nosso Camp Rotary. Acreditamos que todas as crianças devem ter a chance de passar uma semana nas majestosas montanhas de Montana, e realizamos um evento anual para arrecadar fundos para isso.

O clube de Oban quis saber sobre a participação feminina no nosso clube, e compartilhei com orgulho que temos uma presidente mulher eleita e que 44% da nossa base de associados é feminina. Trocamos flâmulas e os membros de Oban me deram ótimas dicas para explorar a história local da Escócia e visitar castelos. Cheguei até a conhecer o Lago Ness.

A digitalização é extremamente importante à medida que o Rotary continua a se adaptar. É fundamental que os clubes incluam associados com habilidades tecnológicas para ajudar com redes sociais, QR codes, apresentações no Canva, reuniões no Zoom, newsletters, etc. Às vezes, essa mudança vem de membros que ouvem Taylor Swift, fazem danças no TikTok e sabem usar hashtags.

Mas se adaptar não significa mudar a missão e o propósito do Rotary. A organização continua sendo um movimento global que conecta líderes e humanitários para gerar impacto positivo em nossas comunidades locais e no mundo. É na troca de ideias durante refeições em outros países que lembramos que, mesmo com interesses, gerações e nacionalidades diferentes, somos todos unidos pelo compromisso de servir e resolver problemas humanitários.

Venha você da terra das gaitas de fole ou da terra da Taylor Swift, quando você é rotariano, você pertence. Sou grata ao Rotary Club de Great Falls, Montana, por me acolher quando cheguei à cidade. E aos clubes escoceses por me receberem para compartilhar haggis e chá. O Rotary ocupa um lugar especial no meu coração. Mal posso esperar para conhecer outros clubes internacionais na minha próxima viagem ao exterior.

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