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Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade (Declaração Universal dos Direitos Humanos – art. 1º.).
Com um plano ousado e foco em diversidade geracional, Mário César Martins de Camargo assume a presidência do Rotary Internacional com a missão de engajar novos líderes e dar cara nova à organização centenária.
Rejuvenescer para continuar relevante. Esse é o principal objetivo do brasileiro Mário César Martins de Camargo, que assume, em julho, a presidência do Rotary Internacional. Em um momento em que o voluntariado se reinventa e a competição entre ONGs pela atenção das novas gerações se intensifica, Mário César quer transformar o Rotary em uma organização mais aberta, moderna e atrativa para jovens entre 28 e 48 anos.

“Essa faixa etária representa um grupo que já ocupa espaços de liderança, que está formando família, empreendendo, influenciando decisões. São eles que queremos conosco para manter a vitalidade do Rotary pelas próximas décadas”, explica. Com uma média etária atual de 62 anos entre o 1,2 milhão de associados no mundo, o desafio está lançado — e o novo presidente acredita que o caminho passa por escuta ativa, linguagem mais acessível, flexibilidade e presença estratégica nas redes sociais e em grandes fóruns globais, como a COP30, que acontece este ano no Brasil.
Filho de rotarianos e empresário do setor gráfico, Mário César cresceu em contato com os valores do Rotary. Seu histórico pessoal combina inovação, espírito associativo e experiência em diferentes áreas — elementos que o colocam em posição privilegiada para conduzir essa virada. Em entrevista ao blog especializado em ESG, Papo Reto, ele defendeu um modelo de gestão mais leve, com reuniões híbridas, menos formalidade e mais conexão com as pautas que importam à juventude, como justiça social, sustentabilidade e impacto comunitário.
Uma das dores do atual modelo está justamente na retenção dos jovens que passaram por programas como o Rotaract ou intercâmbios educacionais promovidos pelo Rotary: apenas 1 em cada 20 segue envolvido com a organização. “É uma perda enorme de talento, de energia e de potencial transformador”, afirma. O objetivo agora é inverter essa curva, começando pela mudança de cultura interna — onde os mais jovens não só sejam bem-vindos, mas também protagonistas.
O Brasil, que já conta com 51 mil associados e 2,8 mil clubes, terá papel fundamental nessa renovação. Com forte presença no sul global, o Rotary enxerga oportunidades especialmente na Índia e no continente africano. “São regiões com alta densidade populacional e um contingente expressivo de jovens — é ali que está o futuro do Rotary”, reforça Mário César.
Se depender da nova liderança, o Rotary está pronto para se conectar com as próximas gerações — e construir, junto com elas, um mundo mais justo e sustentável.
O Rotary Club Itapema, filiado ao Rotary Club Internacional, foi fundado em 01 de outubro de 1.988, tem sua sede na Rua 406-B, 722, no bairro Morretes, na cidade de Itapema, Estado de Santa Catarina.