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Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade (Declaração Universal dos Direitos Humanos – art. 1º.).

De acordo com o diretor-geral da OMS, a ousadia para começar o trabalho e a persistência para concluí-lo é a fórmula do Rotary para transformar o mundo
Quando falamos em Organização Mundial da Saúde (OMS), pensamos em ações globais. Quando falamos em Rotary, pensamos em voluntários com impacto local. Mas tanto no Brasil quanto no mundo, essa conexão é muito mais profunda. A colaboração do Rotary com a OMS no país (e globalmente) vai muito além de vacinas — e tem transformado vidas de norte a sul.
Além da luta pela erradicação da paralisia infantil (poliomielite), uma parceria oficial e global que se tornou símbolo dessa colaboração histórica, o Rotary contribui com a OMS em várias frentes de saúde pública no Brasil, usando a rede de clubes e a confiança das comunidades para levar informação, prevenção e cuidados onde o poder público muitas vezes não consegue chegar.
No Ceará, por exemplo, um projeto apoiado pela Fundação Rotária equipou a primeira Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pediátrica voltada a transplantes infantis, alinhando-se às metas da OMS para saúde materno-infantil. Em Campo Mourão (PR) e Caraguatatuba (SP), UTIs neonatais receberam modernização e novos equipamentos, salvando vidas de recém-nascidos prematuros.
Pandemia
Durante a pandemia de COVID-19, associados brasileiros do Rotary lançaram a campanha “Informação Salva Vidas”, baseada em dados da OMS e da Organização Panamerica de Saúde (OPAS), combatendo fake news e incentivando a vacinação segura em todo o território nacional. Essa ação mobilizou voluntários, imprensa local e redes sociais para alcançar milhões de brasileiros.

Essa cooperação histórica foi reforçada na Convenção Internacional do Rotary de 2025 pelo Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Ghebreyesus, que fez um pronunciamento marcante sobre o impacto dessa parceria no mundo. Além do trabalho conjunto na Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, iniciada em 1988, Rotary e OMS têm atuado lado a lado em áreas como saúde materno-infantil, acesso à água potável, saneamento básico, higiene, educação, preservação do meio ambiente e promoção da paz. “Vi de perto a diferença que o Rotary fez para o meu país e para o meu povo”, afirmou, relembrando sua experiência como Ministro da Saúde na Etiópia e reconhecendo o impacto dos associados do Rotary na eliminação do poliovírus selvagem no continente africano.
Em sua fala, o líder da OMS também anunciou uma nova colaboração para ampliar a conscientização sobre a hepatite viral, reforçando a importância de garantir acesso à informação, testes, tratamento e cuidados para todos. Para ele, o Rotary, com seus 1,2 milhão de associados em todo o mundo, desempenha papel essencial para unir comunidades e influenciar líderes globais. “Ousadia para começar o trabalho e persistência para concluí-lo” — o mantra do Rotary, segundo ele, é o que torna possível transformar desafios de saúde global em oportunidades de mudança real.
O brasileiro dr. Jarbas Barbosa, atual Diretor da OPAS e ex-Diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde do Brasil – também enfatizou o apoio contínuo de parceiros como o Rotary International e dos governos na ocasião da celebração do 30º aniversário da certificação da erradicação da transmissão do poliovírus selvagem na Região das Américas.
Saneamento básico e água limpa
O Rotary no Brasil também se destaca na promoção de saneamento básico e água limpa, áreas estratégicas para a OMS. Clubes brasileiros já implementaram sistemas de filtragem, construíram poços artesianos e levaram kits de higiene a comunidades ribeirinhas e rurais, prevenindo doenças e melhorando a qualidade de vida.
Além disso, especialistas brasileiros do Rotary têm presença ativa em eventos da OPAS, compartilhando aprendizados de projetos nacionais e ajudando a moldar políticas de saúde para a América Latina. O Dr. Marcelo Haick, especialista do Rotary, atuou – durante a Semana Mundial de Imunização – como convidado especial do webnário da OPAS sobre vacinação na América Latina, destacando o papel do Rotary na promoção da saúde e bem-estar em comunidades vulneráveis.

Estrutura
A estrutura criada para a poliomielite — vigilância epidemiológica, laboratórios, cadeias frias e redes comunitárias — tem servido como base para outros desafios de saúde pública, a exemplo de ações contra sarampo, rubéola, febre amarela e COVID-19. A OMS destacou que o legado do PolioPlus pode fortalecer sistemas de saúde primária e contribuir para a cobertura sanitária universal.
Em geral, o Rotary no Brasil desenvolve projetos que dialogam com as diretrizes e metas globais da OMS, ainda que não haja uma cooperação institucional formal mencionada com essa organização especificamente nessas frentes.
O que acontece no Brasil não fica só aqui — os projetos do Rotary inspiram outros países e mostram que, quando ciência, voluntariado e ação comunitária se encontram, não existem fronteiras para salvar vidas. Cada iniciativa em sintonia com a OMS é um passo para um Brasil mais saudável e um mundo mais justo. A próxima história de transformação pode começar com você: participe, doe, inspire e ajude a mudar o futuro.
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O Rotary Club Itapema, filiado ao Rotary Club Internacional, foi fundado em 01 de outubro de 1.988, tem sua sede na Rua 406-B, 722, no bairro Morretes, na cidade de Itapema, Estado de Santa Catarina.